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A narrativa da Política Cultural Nacional é contada com o olhar voltado para alguns processos de mudança que marcaram o setor. Tais transformações estão fortemente presentes em três gestões diferentes, mas que seguiram uma linha de continuidade em seus conceitos. É a partir dessas construções que a nova ministra chega à Esplanada dos Ministérios. Veja o breve histórico.
Em 2019 houve uma ruptura no processo de desenvolvimento do setor, com a chegada da extrema direita à Presidência do Brasil e a extinção do Ministério da Cultura, sendo suas atribuições incorporadas ao Ministério da Cidadania num primeiro momento, em seguida ao Ministério do Turismo. Para 2023, após a eleição de um partido de esquerda, está previsto o retorno de um Ministério próprio para o setor cultural sob o comando pela primeira vez de uma mulher negra, Margareth Menezes.

Há mais de 30 anos transitando pelos caminhos da cultura, Maga, como é carinhosamente conhecida, é uma artista multifacetada. De origem humilde, a baiana carrega consigo uma trajetória marcada por inúmeras conquistas e reconhecimento, seja nacional ou internacional. Ancorada no repertório profissional que construiu até então, além do desejo de reestruturar as bases do setor cultural, Margareth tem a missão de dar ao MinC, a partir de 2023, o valor e a importância que lhe foi tirado nos últimos quatro anos.
Embaixadora da IOV-UNESCO, a artista contribui com a salvaguarda e fomento de expressões culturais do Brasil de forma multisetorial. Sua atuação como gestora cultural teve início com a fundação da Associação Fábrica Cultural, projeto que auxilia no engajamento sociocultural da Bahia e desenvolve ações em torno da educação, empreendedorismo e sustentabilidade. Na direção do Mercado Iaô, a artista também movimenta e incentiva parte da economia criativa da capital soteropolitana, organizando um espaço com diferentes agentes culturais do ramo das artes visuais, gastronomia, música, artesanato, moda e muito mais. Recentemente, Margareth Menezes foi eleita uma das 100 pessoas negras mais influentes do mundo pela lista da Most Influential People of African Descent.
Desde a década de oitenta, período de estreia também no teatro, ela é um símbolo da musicalidade nacional, do movimento AfroPopBrasileiro e precursora do gênero samba-reggae, principalmente após a gravação daquela que se tornou um clássico influente no Carnaval baiano, ‘Faraó - Divindade do Egito’, que também a consagrou nos ritmos do axé music. Margareth é uma figura conhecedora das variadas faces que a arte e seus significados podem representar. O histórico trilhado até a atualidade demonstra o compromisso com a engrenagem dessa categoria significativa para todos.
A cultura brasileira festeja o retorno do Ministério da Cultura para seguir adiante o processo evolutivo, assumindo o seu espaço constitucionalmente legítimo nesta trajetória. A retomada na totalidade de programas, projetos e leis que constituem o Sistema Nacional de Cultura são de grande importância para novas implementações das políticas públicas voltadas para o setor, sendo este, um dos mais relevantes para o desenvolvimento econômico nacional.
Viva o retorno do MinC e o fortalecimento de políticas culturais! Viva a Ministra da Cultura Margareth Menezes!
Texto por: Paula Fabricante, Matheus Ruffino e Luara Marques
Fotografia de capa: José de Holanda/El País
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