Aguarde, carregando...

Mara Kuarahy Alfonzo Fretes

Mba'eixapa! Sou Kuarahy, kunha Guarani

1291

Originária e migrante como caminho ancestral.

Trabalho artesanías con base nas takuaras (bambu),desde os 14 anos de edade recrio materiais como Kuimbes (colheres), Mimby (flauta guarani), apitos, facas, lanças, entre outros elementos sagrados que foram transpassados pra mim de forma oral e prática pelas mulheres da minha família.

A colheita, corte e cuidados são feitos com ferramentas manuais como serrote, facão, facas. O tratamento das peças é feito de maneira natural, utilizando técnica de limpeza com água no rio, lixa manual, fogo a lenha, óleo comestível reciclado, ferro quente para os desenhos em grafismo que dão o acabamento final nas peças.

Lembrando que cada peça criada não pode ser reduzida apenas a  item para decoração, cada artesania originária carrega a nossa história e cosmovisão, são a base da nossa prática cotidiana da memória que protegemos! 

1291

1291 1291

 

Na área da educação levo a história e memória do meu povo como símbolo de luta e base da formação que recebi desde pequena, sou guardiã das sabedorias do meu povo Guarani, sou poeta, cantautora autodidata e educadora popular, transpasso saberes como forma de reparação, cura e resistência em espaços educacionais principalmente em locais  públicos e nas escolas do município, a maioria desses trabalhos são financiados de maneira autónoma ou com parcerias de algumas organizações que trabalham no âmbito educacional. A lei sancionada em 2008 obriga as escolas a incluir elementos da cultura indígena no currículo escolar, determina que os sistemas normativos das culturas indígena integrem o conteúdo do Ensino Fundamental e Médio, a nossa luta está  baseada em dar prioridade de inserção a educadores indígenas em Paraty para sermos os responsáveis de dar  ênfase da nossa historia nas áreas de Literatura, Artes e História, tanto na rede particular quanto pública. 

1291

Sou poeta e coordenadora do SLAM DA RETOMADA desde 2020, o único espaço para BATALHA DE POESIA de Paraty, organização sem fins lucrativos e baseado na autogestão. 

Este espaço da palavra falada e escrita prioriza os versos e visões de mundo de outras pessoas indígenas, marronas, negras e migrantes, principalmente das mulheres, priorizamos o espaço público como a rodoviária nos horários onde pessoas comuns nas rutinas comuns possam acessar a ouvir ou declamar alguma poesia, dando apenas minutos do seu tempo, o espaço é pensado para a recepção de um público diverso onde são benvindas as crianças e adultos maiores. Poesia é educação, educação é Liberdade.

.

1291

 

Como artesã e articuladora faço parte da KUNHANGUE COOPERATYVA desde 2021 , trabalhamos conjuntamente com a Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária de Paraty toda sexta feira das 08:00 as 14:00 hs. Este é o espaço coletivo de comercialização das artesanias.

Ficam expostos na nossa banca os trabalhos artesanais de mulheres indígenas artesãs, trabalhadoras autónomas de Paraty. Também participamos de espaços de feiras em datas festivas do município onde recebemos turistas e visitantes e além das vendas dos produtos também compartilhamos nossos saberes e a nossa cultura local, fortalecendo e trabalhando a visibilidade do nosso modo de vida originário dentro do município

1291

1291

1291

Ambas organizações foram pensadas, desenhadas, trabalhadas e são lideradas por outras mulheres indígenas da cidade. 

Aguijevete! A todas as pessoas que apoiam artistas originárias!

VEJA TAMBÉM

Confira mais parceiros relacionados a este.

Éder Costa Santos Dos Remédios

Contato




Rafaela Albino da Conceição

Contato